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quarta-feira, 3 de março de 2010


Fumo e aneurisma


O risco de quem fuma ter um aneurisma aumenta significativamente se o indivíduo for portador de certas variantes genéticas comuns. A afirmação é de um estudo apresentado na Conferência Internacional da American Stroke Association's, realizado na semana passada em San Antonio, no Texas.

Joseph Broderick, professor da Universidade de Cincinnati, e colegas identificaram que as chances de desenvolver um aneurisma intracraniano aumentaram entre 37% e 48% para pessoas que tinham as variantes presentes nos cromossomos 8 e 9.

Mas, quando a presença desses genes era combinada com o hábito de fumar o equivalente a um maço de cigarros por dia, o risco aumentava mais de cinco vezes, de acordo com a pesquisa.

“É como acender um fósforo: fumar aumenta grandemente o risco de aneurisma em pessoas com susceptibilidade genética”, disse Broderick.

O estudo ressalta que o cigarro é a principal causa ambiental de aneurisma intracraniano. De 70% a 80% dos casos de aneurismas ocorrem em indivíduos que fumavam. No estudo, 82,5% dos participantes fumou em algum período da vida.

Aneurismas intracranianos também ocorrem em vários membros de famílias suscetíveis. Aneurisma é a dilatação irregular de uma artéria que pode se romper ou trombosar. O rompimento pode levar a uma hemorragia do tipo subaracnóidea. Quando isso ocorre, cerca de 40% dos pacientes morrem e a maior parte dos demais experimenta problemas sérios causados por danos ao cérebro promovidos pelo rápido sangramento.

Os cientistas examinaram 406 pacientes de famílias com pelo menos dois casos de aneurisma intracraniano e 392 outras pessoas no grupo de controle.

“É uma mensagem importante para os membros de famílias com casos de aneurisma: se você fumar estará multiplicando a predisposição genética”, disse Broderick. Segundo o pesquisador, todos os membros de famílias com casos de aneurisma intracraniano deveriam simplesmente parar de fumar.

Dados publicados pela Agência FAPESP EM 01/03/2010

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Internet e Depressão

Segundo a Agência FAPESP , Pessoas que passam muito tempo navegando pela internet têm maior risco de apresentar sintomas depressivos, de acordo com uma pesquisa feita no Reino Unido por cientistas da Universidade de Leeds.

O estudo, que será publicado na edição de 10 de fevereiro da revista Psychopathology, procurou analisar o fenômeno de usuários que têm desenvolvido o uso compulsivo da internet, substituindo a interação social no mundo real pelo virtual, em redes sociais, chats ou em outros serviços eletrônicos.

Segundo os pesquisadores, os resultados do estudo apontam que esse tipo de dependência pode ter impactos sérios na saúde mental. “A internet ocupa hoje parte importante na vida moderna, mas seus benefícios são acompanhados por um lado negro”, disse Catriona Morrison, um dos autores do estudo.

“Enquanto a maioria usa a rede mundial para se informar, pagar contas, fazer compras e trocar e-mails, há uma pequena parcela dos usuários que acha difícil controlar o tempo gasto on-line. Isso ao ponto em que tal hábito passa a interferir em suas atividades diárias”, apontou a cientista.

Os “viciados em internet” passam, proporcionalmente em relação à maioria dos usuários, mais tempo em comunidades virtuais e em sites pornográficos e de jogos. Os pesquisadores verificaram que esse grupo tem incidência maior de depressão de moderada a grave.

“Nossa pesquisa indica que o uso excessivo da internet está associado com depressão, mas o que não sabemos é o que vem primeiro. As pessoas depressivas são atraídas pela internet ou é o uso da rede que causa depressão?”, questionou Catriona.

A pesquisa examinou 1.319 pessoas com idades entre 16 e 61 anos. Do total, 1,2% foi considerado como “viciado em internet”. Apesar de ser uma pequena parte do total, segundo os pesquisadores o número de internautas nessa categoria tem crescido.

Incidentes como a onda de suicídios entre adolescentes ocorrida na cidade de Bridgend, no País de Gales, em 2008, têm levado a questionamentos a respeito da influência das redes sociais em indivíduos vulneráveis à depressão.

No estudo, os pesquisadores observaram que o grupo dos “viciados em internet” era formado principalmente por usuários mais jovens, com média de idade de 21 anos.

“Está claro que para uma pequena parte dos usuários o uso excessivo da internet é um sinal de perigo para tendências depressivas. Precisamos considerar as diversas implicações dessa relação e estabelecer claramente os efeitos desse uso na saúde mental”, disse a pesquisadora.

O artigo The relationship between excessive internet use and depression: a questionnaire-based study of 1,319 young people and adults, de Catriona Morrison e outros, pode ser lido por assinantes da Psychopathology (2010;43:121-126 – DOI:10.1159/000277001) em www.karger.com/psp.

sábado, 23 de janeiro de 2010

ESPERANÇA PARA O TRATAMENTO DA DOENÇA DE PARKINSON


Uma grande novidade e uma nova esperança nos estudos desenvolvidos por um grupo de pesquisadores coordenados pelo brasileiro Miguel Nicolelis, na Universidade Duke nos Estados Unidos sobre a Doença de Parkinson,um tratamento que poderá ser eficiente e menos invasivo para qual problema ainda não se descobriu a cura.
Trata-se da primeira terapia potencial para a doença a ter como alvo não o cérebro, mas a medula espinhal, a parte do sistema nervoso central contida na coluna vertebral. A descrição do método está em artigo destacado na capa da edição do dia 20/3/2009 da revista Science. Os pesquisadores desenvolveram uma prótese para estimular eletricamente o principal condutor de informações táteis para o cérebro. O dispositivo foi conectado à superfície da medula espinhal em camundongos e em ratos com baixos níveis de dopamina, mediador químico indispensável para a atividade normal do cérebro. O objetivo foi representar em modelos animais as características biológicas de indivíduos com Parkinson, incluindo a grave perda de habilidades motoras verificada em estágios avançados da doença. Ao ligar o dispositivo protético, os animais tiveram grande melhoria nos movimentos, passando a adotar comportamentos de exemplares saudáveis. Segundo os cientistas, a melhoria foi observada em média apenas 3 segundos após o estímulo. “Observamos uma mudança imediata e dramática na capacidade funcional do animal que tem sua medula espinhal estimulada pelo dispositivo. Além disso, trata-se de uma alternativa simples e significativamente menos invasiva do que as tradicionais, como a estimulação cerebral profunda, que tem potencial para uso amplo em conjunto com medicamentos tipicamente usados no tratamento da doença de Parkinson”, explicou Nicolelis.
Foram testados camundongos e ratos com déficit agudo e crônico de dopamina por meio de níveis variados de estimulação elétrica. Os estímulos foram usados em combinação com doses diferentes de terapia de substituição de dopamina (3,4 dihidroxifenilalanina ou L-dopa) para determinar os conjuntos mais eficazes. Quando a prótese foi usada junto com o medicamento, apenas duas doses de L-dopa foram suficientes para produzir movimentos comparados com as cinco doses necessárias quando o medicamento é usado sozinho. Enquanto a estimulação cerebral profunda – que envolve cirurgia para implantação de eletrodos – e outros tratamentos experimentais atacam a doença em sua origem, ou seja, no cérebro, Nicolelis e equipe escolheram uma abordagem diferente.

A ideia da estimulação elétrica surgiu quando os cientistas fizeram uma relação surpreendente com outra condição neurológica.Foi um momento de súbita iluminação. Estávamos analisando a atividade cerebral de camundongos com Parkinson e, de repente, me lembrei de uma pesquisa que fiz sobre epilepsia uma década antes. A partir dali, as idéias começaram a fluir”, disse Nicolelis.
A atividade cerebral em animais com Parkinson se assemelha a episódios leves, contínuos e de baixa frequência observados em exemplares com epilepsia. Uma terapia eficaz para tratar epilepsia envolve a estimulação de nervos periféricos, o que facilita a comunicação entre a medula espinhal e o corpo. O cientista e seu grupo partiram desse conceito para desenvolver a abordagem voltada à doença de Parkinson. Segundo Nicolelis, os episódios de baixa frequência, ou oscilações, vistos em modelos animais de Parkinson também já foram observados em humanos com a mesma condição. Estimular a porção dorsal da medula espinhal reduz tais oscilações. “Nosso dispositivo atua junto ao cérebro de modo a produzir um estado neurológico favorável para a locomoção, facilitando a recuperação imediata e notável dos movimentos”, disse Per Petersson, outro autor do estudo. Estudos clínicos Os cientistas apontam que, se a prótese se mostrar segura e eficiente na continuação da pesquisa, poderá ser usada como ponto de partida para o desenvolvimento futuro de dispositivos para implante na medula espinhal humana.
Esses dispositivos produziriam pequenas correntes elétricas e seriam alimentados por baterias inicialmente carregadas e, posteriormente, inseridas no próprio corpo.
“Se pudermos demonstrar que o dispositivo é seguro e eficiente a longo prazo em primatas e, depois, em humanos, virtualmente todos os pacientes [de Parkinson] poderão receber tal tratamento no futuro próximo”, disse Nicolelis.
O grupo de Duke está trabalhando com neurocientistas do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS) para testar o método em primatas, antes que estudos clínicos em humanos possam ser iniciados. Cientistas do Instituto Cérebro e Mente da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, também participarão para auxiliar a aplicar os resultados em prática clínica. Graduado em medicina pela Universidade de São Paulo, em 1984, Nicolelis fez em seguida doutorado na mesma instituição, com bolsa da FAPESP. Em 1992 concluiu pós-doutoramento na Universidade Hahnemann, nos Estados Unidos. Nicolelis é professor titular do Departamento de Neurobiologia e co-diretor do Centro de Neuroengenharia da Universidade Duke, professor do Instituto Cérebro e Mente da Escola Politécnica Federal de Lausanne e fundador do IINN-ELS.
O artigo Spinal cord stimulation restores locomotion in animal models of Parkinson’s disease, de Miguel Nicolelis e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.


DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA PUBLICADA NO SITE DA AGÊNCIA FAPESP: http://www.agencia.fapesp.br

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O Impacto da Doença de Parkinson na Qualidade de Vida e a Atuação do Terapeuta Ocupacional


A doença de Parkinson é uma enfermidade crônica de caráter progressivo que acomete um em cada mil indivíduos da população em geral e apresenta características que afetam a qualidade de vida dessas pessoas nos seguintes aspectos: físico, mental/emocional, social e econômico. Sua prevalência aumenta em pessoas com a idade avançada e geralmente acomete indivíduos acima dos 50 anos. Os sinais e sintomas clássicos resultantes da depleção de dopamina na substância negra e que apresentam maior relevância são:

  • bradicinesia,
  • tremor,
  • rigidez,
  • instabilidade postural,
  • distúrbios da marcha,
  • dor,
  • fadiga,
  • depressão,
  • distúrbios cognitivos e sexuais.

Com a evolução da doença surgirão complicações secundárias e estas poderão acarretar limitações nas Atividades de Vida Diária( AVD´s) tais como: vestir/despir, lavar, comer, tomar banho;dentro e fora de casa (limpeza da casa ou fazer compras); no trabalho ou nas horas de lazer.Além disso, a limitação social e a sobrecarga econômica são fatores que também afetam diretamente a qualidade de vida desses indivíduos.

É importante destacar a relação entre todos os aspectos citados, embora as dimensões física e mental/emocional pareçam ser as mais relevantes, uma vez que podem ser as responsáveis pelo desenvolvimento de outras limitações.



A INTERVENÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL JUNTO AO INDIVIDUO PORTADOR DA DOENÇA DE PARKINSON



O programa de tratamento que o Terapeuta Ocupacional desenvolverá para os indivíduos portadores da Doença de Parkinson , buscará minimizar as limitações decorrentes da progressão da doença e procurará contribuir para a melhora e a manutenção da qualidade de vida .

Como método de intervenção poderá:

  • Utilizar-se de técnicas adaptativas para a redução dos efeitos do tremor para

    aperfeiçoamento da função da mão,

  • auxiliar no desenvolvimento da destreza manual e coordenação manual explorarando novas possibilidades na execução das atividades favoritas e /ou hobbies,

  • se necessário for, recomendar equipamentos adaptativos e treinar o uso dos mesmos na realização das tarefas diárias( uma simples alteração nos seus utensílios(substituir botões e fechos por velcro, usar lençóis ou pijamas de cetim para ajudar o movimento, bancos na banheira, etc) , copos com duas asas, pentes e escovas longos, escova de dentes elétrica, ajuda a vestir e cadeiras e sanitários elevados para ajudara o sentar e a se levantar.

  • Um computador pessoal com software ativado pela voz pode evitar problemas com os teclados,

  • sugerir modificações na casa ,de forma a aumentar o acesso seguro e torná-lo o mais funcional possível ,para que o desempenho ocupacional ocorra em sua máxima totalidade, afim de proporcionar um elevado grau de autonomia (escadas, declínios e elevações de piso: instalar corrimões para o individuo se segurar, alterar degraus por rampas ou então um elevado).

A perda da capacidade ocupacional pode repercutir de forma negativa na saúde e no bem estar das pessoas e tornará-se agravante quando as perdas forem progressivas e permanentes. A condição de ''privação ocupacional'' passa a existir quando uma pessoa, por qualquer motivo seja ele por privação ou incapacitação física limitação psicossocial deixa de desempenhar o que é significativo para o individuo.

Com o estabelecimento da Doença de Parkinson ,a perda da rotina do dia a dia é significativamente mais marcante, devido ao seu cotidiano(do indivíduo) estruturado durante anos. Junto da perda de habilidade de desempenhar comportamentos ocupacionais desejáveis surgem os efeitos devastadores e que desencadeiam frustrações aborrecimentos.

No inicio da doença, a bradicinesia e a rigidez muscular impedirão na realização das atividades de vida diária como exemplo:

  • mobilidade funcional (deambulação; virar na cama),
  • nos auto cuidados como: banho, o vestir/despir, a higiene oral /intima, a alimentação ( uma refeição que poderia ser consumida em 20 minutos poderá demorar uma hora ou mais e as vezes o paciente por vergonha não a ingeri por inteiro).

De maneira geral o tempo para a realização das tarefas do cotidiano aumentará devido a lentidão e redução dos movimentos,ocorrendo a perda da independência.

Quando o paciente acometido encontra-se em fases produtivas de sua vida, as rotinas estabelecidas ficam difíceis de serem realizadas e mantidas, ocorre então uma desestruturação familiar, pela perda da identidade social como chefe de família e pai de família (no caso dos homens) como empregado(a) e/ou empregador(a). Muitas vezes a pessoas perdem o emprego ou deixam de exercer determinadas profissões como: mecânicos viajantes, pintores,etc.

Em nosso meio social existe a expectativa por parte dos indivíduos integrantes deste meio, de que cada qual desempenhe seu papel social ,seja através de comportamentos ou reações adequadas ;e para isso tornar a ser presente em um individuo acometido pela Doença de Parkinson, requer, tanto por parte dos familiares quanto do individuo em questão uma iniciativa de atitudes, tomada de decisões e sentimentos frente às novas condições de saúde pré estabelecidas.

''A INTERVENÇÃO DO TERAPEUTA OCUPACIONAL JUNTO AO PACIENTE ACOMETIDO PELA DOENÇA DE PARKINSON AJUDA O A MANTER A MAXIMA FUNÇÃO NAS ROTINAS DO DIA A DIA E POSSIBILITA AO INDIVIUO UMA VIVENCIA SIGNIFICATIVA DE SUA VIDA, MANTENDO SUA AUTONOMIA O MAIOR ESPAÇO DE TEMPO POSSÍVEL.''



Referências Bibliográficas


  • Guttman M, Kish SJ, Furukawa Y. Current concepts in the diagnosis and management of Parkinson’s disease. CMAJ 2003;168(3): 293-301.
  • Gaudet P. Measuring the impact of Parkinson’s disease: an occupational therapy perspective. Can J Occup Ther 2002; 69(2): 104-113.
  • Schrag A, Jahanshahi M, Quinn N. What contributes to quality of life in patients with Parkinson’s disease. J Neurol Neurosurg Psychiatry 2000; 69: 308-312.
  • Kuopio AM, et al. The quality of life in Parkinson’s disease. Mov Disord 2000; 15(2): 216-223.

  • TURNER, A. Occupational for therapy.In:TURNER, A; FOSTER, M; JOHNSON, S. E. Occupational Therapy and Physical Dysfunction: principles, skills and practice. 5 ed. Londres: Churchill Livingstone,2002.


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Uso de Órteses em Pacientes Acometidos pelo AVC

Órteses são dispositivos aplicados a um ou mais segmentos corporais com objetivos como:

  • estabilizar articulações,
  • compensar fraquezas musculares,
  • prevenir a instalação ou o agravamento de deformidades articulares,
  • manter ganhos de amplitudes articulares obtidos com procedimentos cirúrgicos,
  • reduzir a dor e diminuir parcialmente a sobrecarga em um determinado segmento corporal.

As órteses são confeccionadas em material plástico termomoldável aceitando o formato anatômico do membro envolvido.O Terapeuta Ocupacional além de estar capacitado a confeccioná-la ,também orientará quanto ao seu uso, incluindo higiene e a possibilidade de lesões em áreas de pressão,o que é de suma importância principalmente em pacientes diabéticos.

A órtese de membro inferior mais usada para indivíduos com hemiparesia (dificuldade de movimento em um lado do corpo) é a órtese abaixo do joelho, denominada tornozelo pé.O uso de órtese para membros inferiores deve ser iniciado em fases precoces da recuperação da lesão cerebral com a finalidade de prevenir contraturas e deve se estender através do período de recuperação motora e treino de marcha.

Assim que o paciente começar a andar após uma lesão cerebral, antes de iniciar o uso de órteses, o terapeuta ocupacional deverá realizar uma análise cuidadosa da marcha. Alguns pacientes podem apresentar um ‘pé caído’ como única anormalidade na marcha, enquanto outros podem apresentar joelho instável, ou uma combinação de pé eqüino espástico (que não apoia o calcanhar no chão) e "genu recurvatum" (joelho hiperestendido).

A órtese deverá ser adequada para controlar os desvios presentes na marcha e ajustada de acordo com as mudanças no padrão de atividade motora.

Para indicar uma órtese, o Terapeuta Ocupacional considerará, além dos elementos essenciais que favorecem a marcha, outros fatores que contribuam para maior adesão do paciente ao seu uso, como leveza, durabilidade e conforto.

O tipo de órtese deve ser adequado às características de marcha de cada indivíduo, levando-se em consideração suas expectativas e interesses.

O PROFISSIONAL CAPACITADO A REALIZAR ESTE TIPO DE INTERVENÇÃO É OTERAPEUTA OCUPACIONAL.

Procure um profissional habilitado e devidamente registrado pelo CREFITO.

REABILITAÇÃO DO PACIENTE COM AVC


Para a maioria das pessoas que sobrevivem a um AVC, a reabilitação é uma das partes mais importantes do tratamento. A reabilitação deve ter início em fases precoces, nos primeiros dias após o AVC, ainda no hospital geral, e, posteriormente, deve ter continuidade numa unidade especializada em reabilitação de pacientes com doenças vasculares cerebrais.

O objetivo fundamental do programa de reabilitação é ajudar o paciente a adaptar-se às suas deficiências, favorecer sua recuperação funcional, motora e neuropsicológica, e promover sua integração familiar, social e profissional. Um programa de reabilitação adequado contribui para a recuperação da auto-estima.

Para os pacientes com AVC extenso e seqüelas graves e pessoas em estado vegetativo, recomenda-se mobilização passiva das extremidades envolvidas e mudanças de posição freqüentes, no intuito de prevenir contraturas articulares, úlceras por pressão sobre as áreas de apoio e trombose das extremidades inferiores.

Os programas de reabilitação incluem a terapia física e ocupacional e a reabilitação cognitiva e da linguagem. Estes programas integram um grande número de profissionais (fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, professores, professores de educação física, fonoaudiólogos, assistentes sociais, médicos clínicos e neurologistas, além dos profissionais da enfermagem) e, evidentemente, o paciente e sua família.

Os primeiros três a seis meses após o AVC são os mais importantes no processo de readaptação. A maioria dos movimentos voluntários se recuperam nos primeiros seis meses. Linguagem, equilíbrio e habilidades funcionais podem continuar melhorando até dois anos.

Um AVC envolve não somente o paciente, mas também sua família e amigos próximos. Quem sofreu o AVC deve perceber que familiares, amigos e pessoas próximas são inseridas, na medida de suas possibilidades, ao programa de reabilitação.

Treinamento nas Atividades de Vida Diária

Atividades de vida diária (AVD) são aquelas realizadas no dia-a-dia de uma pessoa, tais como alimentação, vestuário, toalete, banho, transferências da cadeira e para a cadeira de rodas, locomoção, comunicação e interação social. O treinamento nas AVDs implica a adaptação à condição atual e às seqüelas que o indivíduo apresenta (hemiplegia, déficit de coordenação e equilíbrio, alterações cognitivas e visoespaciais, entre outras).

Uma avaliação detalhada da realização das atividades para facilitar o treinamento e acompanhar a evolução dos ganhos é necessária. Além de avaliar a capacidade de realizar ou não uma determinada tarefa, avalia-se a necessidade de supervisão ou assistência, o tempo gasto para realizar cada tarefa e a necessidade de adaptações e modificações no ambiente.

Os indivíduos são estimulados a realizar as atividades de forma mais independente possível, dentro de sua nova condição motora e cognitiva. O treinamento na alimentação é necessário nos casos de troca de dominância (devido a hemiplegia), déficits de coordenação e motricidade e alterações visoespaciais. Algumas adaptações podem ser utilizadas, como por exemplo, engrossador de cabo do talher, pulseira de chumbo (indivíduos atáxicos), prato com ventosa, borda para prato, copo com tampa e estímulo visual na borda do prato (alterações visoespaciais).

O treinamento em higiene pessoal inclui escovar os dentes, pentear o cabelo, maquiar-se, fazer a barba, lavar o rosto e tomar banho. Dependendo das seqüelas, pode-se usar algumas adaptações como bucha com cabo alongado, luva adaptada para sabonete e barras de segurança no banheiro, entre outras.

Com relação ao vestuário, o treinamento pode ser facilitado com o uso de roupas e calçados mais práticos, com elástico ou velcro, uso de gancho e calçadeira com cabo alongado.

A locomoção pode ser facilitada pelo uso de andadores, muletas, bengalas ou através da cadeira de rodas. Para melhor posicionamento, conforto e segurança do indivíduo, muitas vezes são indicadas adaptações na cadeira de rodas como almofadas anatômicas ou cinto de segurança. Pode-se utilizar alguns acessórios, como tábua-mesa adaptada na cadeira para facilitar a alimentação, e desenvolver atividades de destreza manual, como jogos e escrita.

A indicação de andadores, muletas e bengalas para o treino de locomoção depende da motricidade, do equilíbrio e das condições cognitivas do paciente.

A interação social pode ser estimulada através de atividades de vida prática, ou seja, atividades relacionadas à capacidade do indivíduo de interagir com o ambiente e solucionar problemas comuns à vida em sociedade, tais como, fazer compras, limpar a casa, administrar dinheiro e utilizar transporte público.

O indivíduo com AVC pode ter diferentes graus de incapacidade, gerados pela doença e pós acometimento deve retornar ao convívio familiar e social. A TERAPIA OCUPACIONAL realiza atividades em um programa de reabilitação, a reinserção comunitária em seu cotidiano é uma das mais importantes,que esta relacionada a aquisição de materiais necessários do cotidiano (alimentos, roupas, utensílios domésticos, medicamentos) e serviços. É iniciada após avaliação e abordagem das diferentes funções do indivíduo – física, cognitiva, psíquica e social.

As atividades são realizadas em ambientes comunitários como bancos, supermercados, museus, shoppings e parques, conforme o contexto de vida do indivíduo. A TERAPIA OCUPACIONAL avalia a indicação para participação nestas atividades e desenvolve recursos para as possibilidades acontecerem, considerando a situação clínica e funcional do paciente, e objetivos específicos a serem alcançados como:

  1. Treinar a mobilidade na comunidade, através da marcha, com ou sem auxílio-locomoção e/ou órtese de membros inferiores, ou utilização de cadeira de rodas, manual ou motorizada. Isso envolve percorrer terrenos acidentados, subir e descer meio-fio, rampa ou escada rolante, utilizar transporte coletivo, e percorrer ambientes de maior circulação de pessoas.
  2. Treinar atividades tais como fazer compras, pesquisar preços de produtos, efetuar operações financeiras em bancos ou comércio.
  3. Treinar funções cognitivas como orientação temporal e espacial, memória, comunicação, organização e planejamento de atividades.
  4. Treinar enfrentamento, ou seja, habilidade de se adaptar ao contexto dentro da situação atual.

O ganho de independência nas AVDs requer perseverança e um treinamento sistemático diário, além da valorização das aquisições.

O PROFISSIONAL CAPACITADO A REALIZAR ESTA INTERVENÇÃO NAS ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA É O TERAPEUTA OCUPACIONAL.

Procure um profissional habilitado e devidamente registrado pelo CREFITO.


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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Olá Pessoal,

Vamos treinar para deixar nosso cérebro mais jovem!!!

Conheça a idade do seu cérebro...

Este jogo (teste) japonês vai mostrar se seu cérebro é mais jovem ou
mais velho do que o resto do seu corpo.

Como jogar:

1. Entre no site abaixo:

http://flashfabrica.com/f_learning/brain/e_brain.html

2. Quando abrir a página, tecle 'start'

3. Aguarde pelo 3, 2, 1.

4. Memorize a posição dos números e clique nos círculos, sempre do menor para o maior número, começando pelo ZERO, se ele estiver presente.

5.. No final do jogo, o computador vai dizer a idade do seu cérebro.

Boa Sorte!

Uma dica é utilizar o tradutor de páginas para as pessoas que não dominam o idioma inglês ou japonês.

Tenham uma boa semana e bom exercício....