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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Aumento da oferta de Terapia Ocupacional


Começam as novas regras da ANS para os planos de saúde
Aumento da oferta de Terapia Ocupacional faz parte das mudanças



Começam a valer a partir de 07/06/2010 as mudanças instauradas no rol de procedimentos dos planos de saúde pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). As alterações, definidas pela Resolução-normativa 211 da ANS, publicada em 11 de janeiro, insere 70 novos procedimentos na cobertura dos planos e amplia o número limite de sessões de algumas áreas da saúde, como a Terapia Ocupacional. O número máximo de sessões de terapia ocupacional cobertas pelos planos passará de seis a 12 por ano.


Outra novidade da resolução é a inserção de um artigo que obriga os planos a priorizar, na área de saúde mental, o atendimento ambulatorial e em consultórios ao invés da internação psiquiátrica. Além disso, a resolução inclui a cobertura de atendimento e acompanhamento em hospital-dia, que têm os terapeutas ocupacionais como um dos principais profissionais de suas equipes.



Fonte :http://www.crefito3.com.br

segunda-feira, 14 de junho de 2010

I Simpósio Internacional de Pesquisa em Terapia Ocupacional

Promovido pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo se propõe a discutir a questão dos instrumentos de avaliação, a bioética, a pesquisa qualitativa e como tudo isto se relaciona com a prática clínica, reunindo palestrantes brasileiros e uma palestrante da Terapia Ocupacional do Instituto Karolinska de Estocolmo, Suécia. Enfim, será um tremenda oportunidade para discutirmos questões tão importantes e para nos posicionarmos frente ao desafio de promover o conhecimento científico na Terapia Ocupacional.
Vamos participar e compartilhar!


Data: 27 e 28 de agosto de 2010

Local: Teatro do Instituto de Psiquiatria HC FMUSP
Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 785 - Térreo
Cerqueira César - São Paulo/SP – CEP: 05403-010

Maiores informações: http://www.blcongressoseventos.com.br/ (clique em Eventos)

quarta-feira, 26 de maio de 2010

DROGADIÇÃO NA ADOLESCÊNCIA

Impacto do álcool na adolescência


O abuso de bebidas alcóolicas na adolescência pode ter efeitos danosos no processo de tomada de decisão na vida adulta. A afirmação é de um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, que será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Na pesquisa, ratos adolescentes ingeriram boa quantidade de álcool inserido em gelatinas. O consumo se deu durante 20 dias do período de crescimento dos animais, que tinham entre 30 e 49 dias, fase correspondente à adolescência em humanos.

Três semanas depois, os ratos foram colocados em um ambiente em que podiam escolher entre dois locais para se alimentar, ambos acionados por alavancas, um que tinha sempre duas balas de açúcar ou outro que poderia ter quatro balas ou nenhuma.

O grupo deu preferência para a área de alimentação incerta. Um segundo grupo, que não ingeriu álcool, foi colocado em ambiente semelhante e os animais preferiam escolher o local em que sabiam que sempre haveria as duas balas.

Os animais que ingeriram álcool na adolescência continuaram a optar pela incerteza na recompensa, mesmo quando as vezes em que eram colocadas mais balas diminuíram de 75% para 50% e, finalmente, para 25% do total. Ou seja, ainda que em apenas uma a cada quatro vezes o alimentador oferecesse mais balas, os ratos continuavam a optar por pressionar tal alavanca. O resultado é que os animais do outro grupo se alimentaram constantemente e melhor.

O objetivo do estudo, que teve apoio financeiro dos institutos nacionais de Abuso de Drogas e de Abuso de Álcool e Alcoolismo do governo norte-americano, foi verificar se o consumo de álcool em níveis elevados durante a adolescência poderia afetar futuramente as áreas no cérebro envolvidas no processo de decisão.

De acordo com os autores, os animais que consumiram álcool enquanto jovens se mostraram mais propensos a tomar decisões arriscadas do que os demais.

O teste de recompensa, com a alimentação constante e com a desconhecida, foi repetido quando os animais atingiram os três meses de vida, com resultados semelhantes.

“Sabemos que a exposição precoce ao álcool e outras substâncias é um indicador de posterior abuso químico em humanos. É um conceito novo pensar que a exposição na adolescência pode ter efeitos cognitivos de longo prazo, mas não podemos testar isso em pessoas”, disse Nicholas Nasrallah, um dos autores do estudo.

“Mas nosso modelo, que envolveu o uso de ratos, corrobora a relação causal entre o uso precoce do álcool e o posterior aumento nas tomadas de decisões arriscadas”, afirmou.

“O modelo animal que utilizamos permite estabelecer essa relação. Estudos apontam que regiões do cérebro, incluindo aquelas envolvidas na tomada de decisões, demoram para se desenvolver e o processo se alastra pela adolescência. Nosso estudo indica que as estruturas envolvidas nesse desenvolvimento tardio são afetadas pelo abuso do álcool”, disse Ilene Bernstein, professora de psicologia da Universidade de Washington, outra autora do estudo.

O artigo Long-term risk preference and suboptimal decision-making following adolescent alcohol use.


DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA PUBLICADA NO SITE DA AGÊNCIA FAPESP: http://www.agencia.fapesp.br

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Caminhar pode diminuir o risco de AVC

Mulheres que caminham pelo menos duas horas por semana ou que costumam andar rapidamente (5 km/h ou mais) têm risco significativamente menor de desenvolver um acidente vascular cerebral (AVC) do que as que não costumam praticar atividade física.

A afirmação é de um estudo feito nos Estados Unidos e que será publicado em breve na revista Stroke, da American Heart Association. De acordo com a pesquisa, os riscos foram menores para AVC em geral e em suas formas isquêmica e hemorrágica.

As mulheres que caminharam em passos acelerados apresentaram risco 37% menor de qualquer tipo de AVC. As que andaram mais de duas horas por semana tiveram risco 30% menor, ambas em comparação com mulheres sedentárias.

No caso de AVC hemorrágico, os riscos foram 68% menor para as que caminharam vigorosamente e 57% menor para as que andaram pelo menos duas horas por semana.

“A atividade física é um comportamento importante para a prevenção de AVC. Trata-se de um hábito essencial para promover a saúde e reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Caminhar é apenas uma forma de atividade física”, disse Jacob Sattelmair, da Faculdade de Saúde Pública Harvard, principal autor do estudo.

“Embora a relação exata entre diversos tipos de atividade física e diferentes subtipos de acidente vascular cerebral permaneça desconhecida, os resultados desse estudo específico indicam que caminhar, em particular, está associado com o menor risco de AVC”, afirmou o pesquisador.

Os autores do estudo acompanharam 39.315 mulheres, com idade média de 54 anos, que participaram de um levantamento nacional sobre saúde feminina. A cada dois ou três anos, as participantes descreveram as atividades físicas conduzidas em horas de lazer no ano anterior.

As atividades envolviam caminhar, correr, andar de bicicleta, fazer exercícios aeróbicos e praticar esportes. Atividades ocupacionais, domésticas ou comportamentos sedentários não foram considerados.

Os ritmos de caminhada foram divididos em nenhum, casual (cerca de 3,2 km/h), normal (4,6 km/h), acelerado (6,2 km/h) e muito acelerado (acima de 6,4 km/h). Nos quase 12 anos em que foram acompanhadas, 579 mulheres tiveram um AVC (473 isquêmicos, 102 hemorrágicos e quatro não identificados).

“O acidente vascular cerebral é a terceira principal causa de morte nos Estados Unidos e uma das principais causas de incapacidade. Por conta disso, é muito importante identificar fatores capazes de modificar riscos”, disse Sattelmair.

Segundo o pesquisador, os resultados não se estendem aos homens. “A relação entre caminhar e menor risco de AVC ainda é inconsistente entre homens”, disse.

O artigo Physical activity and risk of stroke in women (10.1161/strokeaha.110.584300), de Jacob R. Sattelmair e outros, pode ser lido em http://stroke.ahajournals.org.



DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA PUBLICADA NO SITE DA AGÊNCIA FAPESP: http://www.agencia.fapesp.br

Surge a possibilidade de tratamento contra a Dengue.

Uma bactéria que pode bloquear a duplicação do vírus da dengue em mosquitos foi descoberta por cientistas da Universidade do Estado de Michigan, nos Estados Unidos.

O achado poderá ajudar no desenvolvimento de tratamentos contra a doença que ameaça cerca de 2,5 bilhões de pessoas em todo o mundo e para o qual atualmente não existe vacina.

“Na natureza, cerca de 28% das espécies de mosquitos são hospedeiros da bactéria Wolbachia, mas esse não é o caso do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. Verificamos que a Wolbachia é capaz de parar a duplicação do vírus da dengue e, se não houver vírus no mosquito, ele não se espalhará para as pessoas. Ou seja, a transmissão da doença poderia ser bloqueada”, disse Zhiyong Xi, um dos autores do estudo.

O estudo foi publicado na edição de abril da revista PLoS Pathogens. Xi e colegas introduziram a bactéria em mosquitos Aedes aegypti por meio da injeção do parasita em embriões.

Os pesquisadores mantiveram a Wolbachia em insetos no laboratório por quase seis anos, com a bactéria sendo transmitida de uma geração a outra.

Quando um macho com a bactéria cruza com uma fêmea não infectada, a Wolbachia promove uma anormalidade reprodutiva que leva à morte precoce de embriões.

Mas a Wolbachia não afeta o desenvolvimento embrionário quando tanto o macho como a fêmea estão infectados, de modo que a bactéria pode se espalhar rapidamente, infectando uma população inteira de mosquitos. A bactéria não é transmitida dos mosquitos para humanos.

Um estudo anterior feito na Austrália, com abordagem diferente, também destacou o potencial da Wolbachia. “A linhagem que usamos tem uma taxa de transmissão maternal de 100% e faz com que os mosquitos vivam mais. No trabalho australiano, a linhagem usada faz com que os mosquitos morram cedo”, disse Xi.

“Os dois métodos têm suas vantagens. Quanto mais o mosquito viver, mais chances ele terá de passar a infecção para seus descendentes e de atingir uma população inteira de mosquitos em um determinado período. Mas se o mosquito viver menos, ele não picará as pessoas e não transmitirá o vírus da dengue. Os dois exemplos demonstram o potencial do uso da bactéria para controle da transmissão”, explicou.

Os dois estudos reforçam a preocupação de cientistas de diversos países com o problema. Uma pesquisa publicada em fevereiro pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences apresentou um possível método para controle da transmissão por meio da obtenção de fêmeas do Aedes aegypti que são incapazes de voar.



DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA PUBLICADA NO SITE DA AGÊNCIA FAPESP em 05/04/2010 : http://www.agencia.fapesp.br

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Terapia Ocupacional nos planos de saúde

Segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS) os planos de saúde terão até o meio de 2010 para ampliarem o número de consultas de terapia ocupacional para 12 consultas por ano. Antes, a obrigação das empresas era de garantir até 6 consultas. A decisão da ANS é um reconhecimento de que essa especialidade é importante, e de que os brasileiros precisam dela.Entretanto, a indagação de que um terapeuta ocupacional faz e em que esse profissional poderá auxiliar,ainda é constante.Ao contrário do que o nome sugere, não serve para preencher o tempo vago das pessoas.
O Terapeuta Ocupacional contribui no devolvimento da capacidade das pessoas em realizarem suas atividades diárias, como tomar banho, se alimentar, sair de casa, trabalhar e se divertir.Se o indivíduo tiver dificuldade de executar alguma destas atividades citadas ou quaisquer outras relacionada com o seu cotidiano, faz-se necessário a atuação do terapeuta ocupacional. E em um contexto de perdas,no qual o sujeito '' fazia'',''podia'',''estava'', o terapeuta ocupacional contribui para a construção e/ou recriação de possibilidades,execução com autonomia,organização do cotidiano- muitas vezes desestruturado pelo acometimento de doenças, sempre respeitando a singularidade do indivíduo e de suas necessidades.

Um exemplo,quando uma pessoa sofre um acidente grave que a impossibilita de andar ou de movimentar-se,o profissional que irá ajudá-lo a se adaptar a essa nova vida será o terapeuta ocupacional.

A profissão também é essencial em problemas psiquátricos ou psicológicos. Longas internações hospitalares,durante este período ou pós alta ,o paciente pode precisar da terapia ocupacional para poder retomar as atividades de seu antigo cotidiano ou estabelecer novas atividades a sua nova realidade,por exemplo: voltar a fazer compras, relacionar-se com os amigos, formar uma famíla. Com idosos quando estes começam a perder a memória ou têem dificuldades em alimentar-se ou locomover-se,eles precisarão desse profissional da saúde para ajudá-los a voltar a fazer suas atividades.

Nós , terapeutas ocupacionais nos preocupamos em: estimular as pessoas usando recursos que façam sentido à sua vida. Por isso utilizamos como meio de tratamento atividades simples e criativas.Porém Terapia Ocupacional não é artesanato ou um meio de ocupar as pessoas e/ou seu tempo, cada exercício ,cada atividade proposta tem um sentido especial e vai ajudar o indivíduo a recuperar uma habilidade perdida.

...A ocupação é concebida como um elo de retorno à vida,visando engajar as pessoas nas ações que as ajudem a construir ou reconstruir seu cotidiano e,dessa forma,suas próprias vidas...

(LEMOS, 2005)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Tumores Estressados

O estresse emite sinais que fazem com que células desenvolvam tumores, indica uma pesquisa feita por um grupo da Universidade Yale, nos Estados Unidos, e publicado primeiramente no site da revista Nature.

O estudo descreve uma nova maneira pela qual o câncer age no organismo e aponta novos caminhos para combater a doença. Até agora, a maioria dos cientistas estimava que uma célula precisava de mais de uma mutação que causa câncer para que os tumores se desenvolvessem.

O grupo liderado por Tian Xu, professor e vice-presidente do conselho de genética de Yale, mostrou que mutações que causam câncer podem atuar em conjunto para promover o desenvolvimento de tumores mesmo quando localizados em diferentes células em um mesmo tecido.

“A má notícia é que é muito mais fácil para um tecido acumular mutações em células diferentes do que em uma mesma célula”, disse Xu, que também é pesquisador do Instituto Médico Howard Hughes e da Universidade Fudan, na China.

O grupo trabalhou com moscas-das-frutas (Drosophila melanogaster) para analisar as atividades de dois genes conhecidos pelo envolvimento no desenvolvimento de tumores no homem. O primeiro é o chamado RAS, que já se mostrou implicado em 30% dos cânceres. O outro é o gene scribble (“rascunho”), que contribui para o desenvolvimento de tumores quando sofre mutação.

O grupo de Xu anteriormente havia demonstrado que uma combinação dos dois genes na mesma célula desencadeava a formação de tumores malignos. Mas, agora, os pesquisadores verificaram que as mutações não precisam coexistir na mesma célula para isso.

Uma célula com apenas a mutação RAS é capaz de se desenvolver em um tumor maligno se auxiliada por uma célula próxima que contenha um gene scribble defeituoso.

Em seguida, os pesquisadores observaram que condições estressantes, como uma ferida, podem disparar o desenvolvimento do câncer. Por exemplo, células RAS se desenvolveram em tumores quando um ferimento foi induzido em um tecido.

O mecanismo por trás do fenômeno, segundo os pesquisadores, é um processo de sinalização conhecido como JNK, que é ativado por condições de estresse.

“O problema é que diversas condições podem disparar a sinalização de estresse, seja o estresse físico ou emocional, infecções ou inflamações”, ressaltou Xu.

Mas, apesar de o estudo indicar que é ainda mais fácil do que se estimava para que o câncer se desenvolva, ele também, de acordo com os autores, ajuda a identificar novos alvos para o desenvolvimento de novas formas de prevenção e tratamento da doença.

O artigo Interaction between RasV12 and scribbled clones induces tumour growth and invasion (DOI: 10.1038/nature08702), de Tian Xu e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.


DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA PUBLICADA NO SITE DA AGÊNCIA FAPESP: http://www.agencia.fapesp.br